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Mutirão de Bioconstrução Aldeia Guarani Kaigang | Planalto-RS

Aproveitei o feriado da padroeira do Brasil para “colocar a mão na massa” e fazer algo diferente: participar de um mutirão de bioconstrução em uma aldeia indígena, junto com os irmãos de jornada da Unipermacultura, onde tive o prazer de estudar meu Diplomado de Permacultura e agora junto com eles, me conectar, ainda mais, com a regeneração e resiliência planetária.

De 12 até 21 de Outubro, mais de 100 pessoas transitaram pela Aldeia Guarani Kaigang, em Planalto – RS, para revitalizar o Centro de Cultura da aldeia.

Todos que participaram, cederam seu tempo e sua energia, acampando na aldeia, cozinhando e comendo juntos, trabalhando em comunhão, para aprender mais sobre Permacultura e também ter a honra do contato direto com os indígenas, sua cultura, sua forma de vida e socialização com o mundo.

Agradeço a oportunidade de estar nessa “linha de frente” da resiliência planetária, junto com toda a equipe da Unipermacultura e nessa iniciativa em especial ao Marcos Ninguém que sempre disposto a ensinar e trocar, facilitou o andamento da obra.

Abaixo, vou escrever sobre alguns pontos importantes desse mutirão, simbora?

 

 

O que é bioconstrução?

É um termo dentro da Permacultura utilizado para dar referência a construções onde existem a preocupação ecológica, desde sua concepção até sua ocupação. Algumas vezes, como foi no caso da aldeia, utilizamos as técnicas de bioconstrução para recuperar o centro cultura que era construído a partir de técnicas mais conhecidas e menos sustentáveis, mostrando que tanto é possível começar do zero como revitalizar espaços que já existem.

Mutirões

Uma forma linda de se engajar em iniciativas para o bem comum e poder juntos utilizar nossa energia para criar ou transformar algo. Quase sempre de forma voluntária, o mutirão é mais que uma “troca de trabalho” é uma vivência transformadora, que te coloca em contato com pessoas de diferentes formas de vida e te mostra o quanto ainda temos o que aprender. Além disso, também te trás a experiência de trabalho em grupo, coletivo, ocupação.

Convivência com os indígenas

No início muito novo, tanto para nós os participantes do mutirão, quanto para os indígenas, pois estavam receberam muitas pessoas em suas terras sagradas. Mas após alguns dias de convivência, tudo se tornou lindo e fluido, com uma troca de saberes e energia.

Respeito ao espaço e hábitos do outros, harmonia nas conversas, busca por aprendizado e compreensão. Entendimento de cultura, que vai além dos livros. Viver a diversidade. Tem como não ser especial?

Comunhão com a Terra

Trago essa experiência para compartilhar com vocês como é incrível esse contato com a terra, com as pessoas, com novas culturas. A gente muitas vezes vive numa bolha e esquece o quanto existe um mundo gigante e que tudo começa pela empatia com as outras formas de vida.

Além disso ( e em especial com os indígenas), que são nossos ancestrais é muito importante para captar a energia da terra, ver o quanto eles são sábios e o quanto de conhecimento eles possuem e que podemos trocar e absorver.

Que venham mais jornadas como essas! Dando valor à vida, ao amor, aos ancestrais e a valorização do que é sagrado.

E você me conta, já participou de algum mutirão? Como é seu contato com seus antepassados indígenas?

Ahoo

 

 

 

 

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