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Findhorn parte 01: introdução, trajeto e vida em comunidade

A Ecovila Findhorn fica no interior da Escócia, a 5 milhas de Forres, próxima a Baía de Findhorn. Mais conhecida como Findhorn Foundation, ela surgiu nos anos 70 e hoje,  já pode ser vista como mais que uma ecovila, é uma associação sem fins lucrativos, onde seus moradores mantêm um modo de vida simples, em comunidade, com práticas sustentáveis e o trabalho de educação e vivência espiritual.

Tive a oportunidade de vivenciar durante 04 dias, a vida, hábitos e trabalhos dentro da comunidade e sai de lá com a certeza que precisava compartilhar essa experiência com o maior número de pessoas pessoas possíveis.

Dividir essa minha jornada e vivência em três posts para que eu pudesse compartilhar o máximo de informação e aprendizado possível. Acredito que os detalhes que encontrei por lá, nos ajudam nesse nosso caminho e busca pelo despertar da consciência para um mundo mais pleno.

O trajeto até lá
Sai de Dublin às 6h da manhã e em 45 minutos estava na Escócia. O avião cruzando países foi a parte mais rápida da minha jornada até a ecovila. Após isso, peguei dois ônibus (média de 5h de viagem) até chegar em Inverness. De Inverness para Forres, peguei um trem com 30min médio de duração  e depois andei 5 milhas até chegar na porta do paraíso (final do post colocarei endereço e linhas que peguei, caso alguém tenha interesse).

Para quem não quiser andar, pode pegar outro ônibus, mas posso garantir que você verá um dos mais incríveis landscapes da sua vida! E se for no final do dia, como eu, um dos mais belos pôr do sol.

“Open your heart”
É assim que recebem a gente lá em Findhorn. De coração aberto e pedindo fazermos o mesmo: abrir nossos corações e deixar que a atmosfera do local te abrace e espalhe luz e boas energias por todo nosso corpo e alma. As vezes é até impossível descrever a paz que o lugar tem. Mas é fato que ali, o amor transborda.

Viver em comunidade
A experiência de ficar por uns dias dentro da ecovila, nos faz compreender o quanto a vida é realmente simples, o quanto é incrível acordar com o canto dos pássaros e dormir com o pôr do sol (após o sol, a energia fica bem baixa nas ruas, o que faz todos se recolherem mais cedo em casa) e que simples coisas como dividir o que se planta, acordar cedo para fazer café da manhã para a comunidade ou trocar o pão que você faz, por uma geléia que o vizinho produz, já nos fazem entender o espírito comunitário do local. Coisas materiais como carro (ecológicos), internet ou eletrodomésticos, também são compartilhados entre os moradores do local.

O Centro comunitário
O Community Center é um espaço com cozinha, uma grande sala e um espaço para encontros e reuniões, para residentes e visitantes de Findhorn. Há sempre as refeições comunitárias nos fins de semana e além disso, todo o centro fica aberto durante a semana para uso geral. O objetivo é sempre integrar moradores e visitantes, além de dá a oportunidade do maior vivência em comunidade (fica da opção de cada morador, por exemplo, ter ou não uma cozinha e sala em casa, já que existe esse espaço comunitário).

Fundada em 1969, o centro foi criado quando a ecovila só tinha apenas 10 residentes. Neste mesmo ano, após a construção do espaço e a divulgação da iniciativa, a comunidade cresceu para 45 residentes, além de receber centenas de visitantes, interessados em saber como funcionava a vida no local. Esse espaço pode ser considerado o grande start da Findhorn Fundation.

Os Terrenos
Um das questões que achei super interessante nessa ecovila é que ela é dividida em grupos chamados “fields”.

Cada terreno possui um nome que descreve a proposta do mesmo. Ninguém é obrigado a construir as casas de acordo com uma regra única, eles dão a liberdade de cada terreno se expressar de acordo com seu propósito e objetivo, sendo a única “regra” a reciclagem, o controle de energia e o cuidado no uso da água e seu depósito, pois toda água utilizada vai para uma live machine dentro da fundação e é toda tratada e reutilizada.

A casa que fiquei hospedada ficava dentro do “Field of Dreams”, onde as casas não são padrões e cada morador adequada a sua “moradia ideal” com os propósitos da ecovila, mas sem perder a unicidade. Quando um morador possui algum estudo ou conhecimento específico, ele pode implementar da casa dele.

Visitei e conversei com moradores do terreno em que fiquei hospedada e eles me contaram que dividem a internet, os carros e até roupas. Além disso, sempre trocam legumes e frutas que plantam, quando precisam comprar algo, sempre tentam fazer a compra a granel, para dividir a comida e pagar mais barato, além disso usam bastante o “sharing economy”, com quase tudo baseado na troca (comida, suprimentos, matérias primas e produtos no geral).

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Continuamos no próximo post: Findhorn parte 02: sustentabilidade e educação espiritual

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